O que é educação ambiental

Tendências Pedagógicas e Educação Ambiental de Berenice Gehlen Adams

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O QUE É LIXO?

Chamamos de lixo tudo aquilo que não nos serve mais e jogamos fora. Os dicionários de língua portuguesa definem a palavra como sendo: coisas inúteis, imprestáveis, velhas, sem valor; aquilo que se varre para tornar limpa uma casa ou uma cidade; entulho; qualquer material produzido pelo homem que perde a utilidade e é descartado.
Você já parou pra pensar que muito do que jogamos fora e consideramos sem valor pode ser aproveitado por outras pessoas?

Ué, mas se serve pra outras pessoas então não é lixo!
É isso aí, tá na hora de revermos o significado dessa palavra!
Que tal “tudo aquilo que foi descartado e que, após determinado pr ocesso, pode ser útil e aproveitado pelo homem”?
Os materiais que ainda podem ser usados para outros fins mesmo depois de serem descartados, passarão a ser chamados de MATERIAIS REAPROVEITÁV E IS; já aqueles materiais que precisam ser descartados, mas após sofrerem transformações podem novamente ser usados pelo homem passarão a se chamar MATERIAIS RECICLÁVEIS!!!
Por exemplo: aquela famosa poltrona feita de garrafas do tipo PET é um reaproveitamento. Por outro lado a transformação química e física da garrafa PET em fibras de poliéster para a fabricação de tecido para roupas é um processo de reciclagem .

PROBLEMAS AMBIENTAIS
Cerca de 50% do lixo brasileiro é orgânico, ou seja, restos de frutas, verduras, carnes, folhas, galhos e similares. Este material se degrada mais facilmente que plásticos, metais, papéis e vidros.
Quando a decomposição do material orgânico ocorre na presença de oxigênio é chamada aeróbica e dela restam gás carbônico (CO 2), vapor de água e sais minerais. Esse é o processo de formação de adubo que enriquece o solo e ajuda no desenvolvimento das plantas.
Se a decomposição ocorre sem oxigênio é denominada anaeróbica, gerando muitos sub-produtos não degradados como o gás metano (CH 4) e o sulfídrico (H 2S), que causa o odor característico de matéria em decomposição.
O gás metano deve ser drenado dos lixões para evitar explosões e incêndios. Ele pode ser queimado de forma controlada ou, melhor ainda, armazenado e destinado à geração de energia ou uso doméstico; estas duas opções são muito pouco empregadas no Brasil.
Há outro sub-produto da decomposição da matéria orgânica que é muito importante do ponto de vista sócio-ambiental: o chorume. Este é um líquido escuro altamente tóxico que escorre de qualquer local onde se acumula matéria orgânica. A chuva que cai sobre os depósitos de lixo aumenta a velocidade de formação do chorume. O solo, rios, lagos, baías e águas subterrâneas são contaminados e a recuperação é lenta e cara.
A decomposição de plásticos, metais e papéis também libera substâncias químicas e contamina o ambiente, porém este processo é muito mais demorado. Em contrapartida, estes materiais representam um enorme volume nos aterros e lixões.

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS
Importante: os dados apresentados abaixo são estimados. Fatores como umidade, temperatura, presença ou ausência de oxigênio e de microorganismos é que vão determinar o tempo de decomposição de cada material. Para o papel estima-se de 3 meses a 2 anos, porém, em um aterro sanitário nos Estados Unidos foram encontrados jornais intactos da década de 50, e em condições de serem lidos.

Matéria Orgânica 2 meses a 1 ano
Papel e Papelão 3 meses a 2 anos
Chiclete 5 anos
Filtro de cigarro 3 a 5 anos
Plásticos em geral Alguns levam até 500 anos,
outros não se "desmancham"
Lata de aço 10 anos
Alumínio Tempo indeterminado
Vidro Tempo indeterminado
Borracha Tempo indeterminado

Além de aumentar o volume de lixo nos lixões e aterros, se eles não tiverem um destino correto podem provocar enchentes ao entupir bueiros. Se o lixo for incinerado (queimado) a borracha e os sacos plásticos liberam dioxina (uma substância altamente tóxica); além disso, alguns resíduos podem ser confundidos com alimentos por animais que chegam até a morrer ao ingerí-los.